
Um pouco é pouco, mais alguma coisa ainda é pouco... mas é muito pouco não ter o pouco. Escrevo-te para descontrair, para tentar dizer aquilo que ainda não consegui dizer, na volta, nem vou conseguir dizer nada. Talvez por não dizer nada tenha dito tudo. E os escritos? E as promessas? E as vontades? Onde está tudo isso? Para que serve isso tudo? És capaz de me contar? És capaz de vir até mim? Não sei! Onde está a tua resposta? Em todos os lados e em lado nenhum... porque estarei aqui? Porque estarás aqui? Encontras-te alguma coisa? Eu encontrei o teu acto de leitura e a força perdida do tempo e tudo o que não tens.
Já reparaste o tempo inútil que se perde aqui, o querer que tudo quer não querendo nada? As palavras que não passam de palavras de encher? Afinal, para que serve isto tudo? Ah, deixa-me relaxar em cima da minha cama, deixa-me tirar a roupa e sentir o meu corpo na sua plenitude.
Corpos, vontades somadas a vontades... a minha é como a tua, está e não está! Aprendemos com as reacções dos outros e procedemos de igual modo, sem tirar nem pôr. Interessante continuar ainda aqui na esperança de te ter, sim, de te ter mesmo como se quisesses mesmo, quando afinal na primeira oportunidade me trocas. Não queres que diga isto? Estás a fazê-lo! Estou a ver o deslizar da fruta pelos tabuleiros, a garagem a pedir reforço e tudo numa mudança constante.
Onde estão aquelas pessoas de palavras que me fizeram acreditar que as coisas eram de outro modo? Onde? Pois! Estás a ver como é? Preciso descontrair, entender-me comigo em mim e lançar-me tal como tu fazes; é neste fazer que reside a oportunidade, pois quem nada faz, não vive, apenas vegeta. Anda, vamos, sim, vamos por algum lado, vamos e tomamo-nos naquilo de que gostamos e quando estivermos cansados, descansamos, comemos o que temos para comer, saboreamos os sabores que disponibilizamos e somos, tentamos ser já que as promessas não passam de meras aparências.
09.06.2008 - 18:39h
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