
Um post? Uma conversa on-line? Começar? Como começar? Como dizer? Mas dizer para quê? E porquê? Nem sei. As surpresas surgem quando menos se espera com os seus lados, bons ou maus, é por isso que são o que são e não são outra coisa. Bem, mas o pior é que nem sei como começar! Mas dizer o quê? Todo o físico ficou um pouco estranho, consequências do psíquico. É possível? É sim. Psico-somático...
Boa conversa, esclarecimentos. Preso ao ecrã. Total. Racional. Todo o meu corpo tremia, parecia uma questão de vida ou morte, aquele filme que vi na semana passada. Algo que nem sei bem dizer ou como o dizer. Confesso que nunca pensei teclar com a pessoa em questão, depois destes anos. Aliás, sempre que pensava na situação todo o meu ser ficava perturbado, nervoso, algo que não sabia. Nunca a esqueci, nem um dia. Estranho mesmo. A única coisa que queria era teclar, nada mais do que isso. Somente isso. Confesso. Foi isso que fiz. Sim, simplesmente isso. Não quero mais nada, somente isso. Chega. Nada de râncores. Conversa soma a conversa e sempre eu a pensar que tudo aquilo era para dizer que não mais desejava teclar comigo e que depois de tanta coisa esclarecida seria a clarificação mais acentuada de um nunca mais. Possível? Talvez! Nunca mais se iria teclar e cada qual seguiria a sua vida! Aviso! Aviso... a pulsação acelerava e eu mantinha a imagem. Imagem? Nem sei. Tentei ser assertivo, tentei. Passado é passado, assunto arrumado. Será? Bem, manifestação de contiuar a teclar? Será? Ver (ao vivo)... tudo. Tudo? Mas tudo o quê? A filosofia cartesina surgia-me na mente, Sartre assim de passagem, Nietzsche logo a seguir. Filmes que nem passa pela cabela de ninguém. Claro o problema é a minha cabeça. Mas estou calmo. Não sei o que tudo isto é! Confesso que não sei. Apenas uma pessoa que gosto, nada mais do que isso. Arrebenta coração... como diz a canção. Nada disso. Apenas diálogo, apenas bem-estar e manter o mínimo. Que posso dizer? Que posso fazer? Não sei. Apenas fiquei contente, nada mais. Sim, continuo. Pediu-me para não mandar mensagens, avisou-me para não o fazer. Também não percebi porque foi nefasta a minha insistência nos tempos que passaram. Ainda bem que o fiz! Custe a vida o que possa custar, penso que mesmo desagradável, valeu a pena. Vida ou morte... pensei no fim. Que filme! A dor acompanhou-me e nem eu sei explicar a situação. Que situação caricata.
Anos passaram... e agora voltar a falar? Estranho. Normal. Nem sei. Por mim e pela pessoa, vamos contiuar a teclar. Vamos então. Por mim é para sempre. Sim, para sempre, todo o sempre. Todo. Todo sim.
Bem, a vida surpreende-nos por vezes. Hoje é para comemorar... espero que ela não leia esta mensagem! Também... não estou a dizer nada de mal, apenas traduzo esta minha cena interior. Confesso que ainda me estou a refazer do abalo emocional. Porque será que determinadas pessoas são importantes assim sem que nós sejamos de igual modo importantes para elas? Estranho. Mas é assim. Será que passei a ser importante? Importante sem importância.
Que mais posso dizer? Nada. Deixa ver. Continuo a dizer que tudo isto deve ser um sonho. Devo estar a sonhar. Sonhar. Sonhar. Nada quero, apenas teclar, isso, para não estragar o quer que seja, mas estou disposto a cumprir à risca uma situação de possível amizade nada mais. Seja como for, acho que hoje algo de bom aconteceu. O momento só por si valeu para mim.
Fim de situação por hoje termina com um abraço. O abraço de sempre e para sempre. Surpresas ou espanto de situação.
17.07.2008
Caracteres Difusos
Nota: Nunca te esqueças que "A morte não é o não poder comunicar, mas o nunca mais poder ser compreendido."..Pier Paolo Pasolini